dump

Artigos na categoria Design de Comunicação (gráfico)

Da Psicologia na Arte

Preocupada em decifrar e compreender os impulsos, reacções e comportamentos da psique, a psicologia enquanto ciência humana abrange muito mais do que se possa comummente pensar. Se por definição o seu objecto parece uno, os fenómenos e o próprio método de estudo diversificam-se grandemente, fazendo desta esfera um campo verdadeiramente multidisciplinar: aproximando-se tanto da antropologia como da medicina, engloba ainda outros sistemas como a psicanálise, neuropsicologia ou a psicopatologia (demasiadas vezes tomada como o todo da psicologia). Em suma trata-se de esboçar processos mentais.

Assim, como a comunicação ou qualquer outra actividade humana, a arte também acontece, mais ou menos nitidamente, subjugada a estes processos. Já a estética permitira (e permite) ampla discussão sobre a natureza da arte mas, provavelmente pelas suas raízes estritamente lógico-verbais, não será o suficiente para uma visão sã da globalidade da produção artística. Faz então sentido aplicar as questões levantadas em geral pela psicologia no campo particular da arte, desmistificando relações de produção e de interpretação (afinal interpretar também é produzir e vice-versa), não para concluir a superioridade de uma disciplina sobre a outra, o que seria absurdo, mas pelo contrário, compreender em que pontos se tocam realmente. Ler a continuação...

O designer, entre Lustig e Papanek.

Definitivamente, o conceito de designer, ou antes, o seu papel na sociedade, tem vivido diversas oscilações ao longo dos tempos, entre outros revestindo-se de etiquetas caducas. Provavelmente a primeira razão para tal será a abrangência do seu campo de acção mas não seria justo ficar por aqui. Se o facto de tantos designers testemunharem sobre a sua função demonstra um acto auto-reflexivo (e já nisso a sua abrangência), prova ainda a meus olhos o quão políticas são as diversas concepções, cada uma tentado organizar a sua responsabilidade entre arte, utilitarismo e publicidade. Ler a continuação...

Virtualidades

Ao longo do seu texto sobre “A escrita automática do mundo” Jean Baudrillard revela uma forte resistência à global virtualização da realidade. Sintetizando a ideia por ele introduzida nesse capítulo, vivemos o extermínio do real por um clone virtual, não só como absoluta desilusão relativamente a anteriores paradigmas, mas sobretudo como “resolução antecipada do mundo”. Como processo autofágico, a “alta definição” surge então a Baudrillard como fim desvirtuante. Ler a continuação...

Sobre a ideia de progresso em “Ornamento e Crime”, de Adolf Loos

Neste manifesto Adolf Loos procura claramente aliviar o peso da ornamentação em prol da funcionalidade (sem amarras estilísticas) na produção humana em geral, começando para isso por estabelecer uma ideia de evolução paralelizada com o crescimento de um humano. Assim, sintetizando a sua ideia, da mesma forma que um qualquer bárbaro, a criança é amoral e será, por exemplo, menos sensível a certas nuances cromáticas. Em contrapartida, assim como o adulto saberá distinguir nuances mais delicadas como o violeta e terá já uma certa construção ética, do homem moderno serão de esperar outras atitudes (em oposição ao anterior bárbaro). Nesta linha de pensamento, sendo a ornamentação tão característica da criança quanto do bárbaro (principalmente por questões identitárias), seria de esperar que esta necessidade já não se fizesse sentir no homem moderno. Ler a continuação...

Folio LDC

Ver mais...